segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Sobre a Oktoberfest

Hallo!


É interessante pisar em solo brasileiro novamente, difícil é voltar pra essa merda aqui.
O saldo foi bom. Enfim, bebida, comida, aditivos, mulheres catarinenses.
Só pódia ter um pouco menos de gente, afinal era impossível andar.
Gloriosa Blumenau, Ich danke ihnen vielmals!!!

--

- Ich habe durst!
- Quê?
- Ich habe durst!!!!
- ...
- Mano, to lôco.
- Eu também.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sobre ontem

Eu não gosto de aniversários. Especialmente dos meus.

Costuma ser uma data em que preciso atender o telefone várias vezes, pois um monte de gente que nunca fala comigo resolve me ligar. Tem ainda a parada consumista, de ganhar algumas coisinhas, mas costuma ser isso.

Mas... de vez em quando a gente se surpreende.
Devo dizer que alguns amigos conseguiram quebrar essa imagem na noite de ontem. Nada absurdo, mas é ótimo olhar para a tua casa e ver alguns amigos jogados pelo chão, ou vomitando no banheiro.
O melhor é que esses amigos deveriam estar mesmo por aqui. Faz bem.

Valeu!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

SAD - Sociedade dos Amigos do Dalton




Boa tarde caros amigos.

Este é um anúncio, portanto existem interesses contidos nessas palavras, melhor desconfiar de tudo.

Falando sério, eu e alguns amigos criamos um blog coletivo, formado apenas por fãs de Dalton Trevisan, que se você não conhece, bem, azar o teu, seu maldito ridículo da porra!
Inicialmente a idéia é postar todos os dias um novo conto ou diálogo, inspirado na obra de Dalton, ou simplesmente em seu estilo. Mas como organização e periodicidade são coisas difíceis de se encontrar hoje em dia, mais cedo ou mais tarde pode ser que o grupo fique jogado às moscas. Espero que demore.
O primeiro texto é de minha autoria. Comentários são bem vindos, ainda que possam nãos ser muito levados em consideração.


É só acessar o SAD.

Valeu!

sábado, 18 de outubro de 2008

Sobre o silêncio quebrado pela televisão

Eu conheço pessoas que não conhecem Slayer.

Eu conheço pessoas que não conhecem o madito Slayer!
E sabe quem tem culpa nisso? A televisão.

O Slayer foi só uma força divina da sabedoria humana, que decidi usar para ilustrar o que perdemos na frente do televisor. Perdemos o contato com o mundo.
Já disse o meu amigo de bar, Frederico: Temos a arte para não morrer da verdade.
E que arte é essa que estamos consumindo? O bélissimo roteiro de Malhação? Ou estamos nos deliciando com o jornalismo verdadeiro de nossas emissoras?

Perdemos quantas oportunidades de conhecer pessoas geniais, pois estamos grudados na maldita tv, consumindo nada mais do que o reflexo de tudo o que há de podre em nós mesmos?
Quantas foram as pessoas que já te pediram para abaixar a tv para poder conversar? Quantos atrasos esperando notícias de algum circo de mídia, armado para você mesmo, e todo imbecil que pode gastar seu valioso tempo narcotizado na frente do aparelho mágico?

Tempo caros amigos. A moeda mais valiosa para qualquer ser humano realmente pensante. Enquanto uns passam a vida tentando descobrir uma forma de usar melhor seu tempo, aprender mais, conhecer mais, outros simplesmente passam seu tempo, muitas vezes na frente da tv.

Desconfie profundamente de todos aqueles que gastam seu tempo nesse aparelho, exceto aqueles que o fazem com fundos de pesquisa e análise.

Eu desconfio.

--

- Sabe o que magoa mais Júnior? É saber que eu realmente me sacrifiquei para que nossa vida acontecesse. Eu tive de abrir mão de uma carreira maravilhosa, que me levaria para um lugar muito melhor do que esse poço deprimente que é a tua cama. E quando penso bem, até prejuízo financeiro você foi, pois eu quase dei o golpe do baú ao contrário. O que quero dizer...é que te odeio muito Júnior, seu puto safado filho de uma vaca!
- Falou alguma coisa bem? (vendo o verdão)

sábado, 11 de outubro de 2008

Sobre a tecnologia

Eu e meu irmão vivemos discutindo isso. A tecnologia simplificou ou complicou nossa vida?

Na maior parte do tempo eu vivo ansioso, com o coração agitado, quase pulando pela boca. Na verdade abro pouco a boca, justamente por causa disso, tenho medo que ele caia no chão e alguém pise em cima. Desespero, falta de tempo, falta de conhecimento que eu sei que está ali, mas ainda não absorvi.
Nesse cenário, a tecnologia parece mais uma doença que uma solução. É impossivel falar de modernidade sem citar a internet, que coincidentemente virou um antro de imbecilidade, vulgaridade e ausência de conteúdo.
Enquanto nos enganamos com a idéia de que o espaço virtual irá nos libertar, assistimos, enjaulados, a uma reprise da grande mídia ditando os assuntos que serão discutidos, inclusive o teor das discussões, que diga-se de passagem, nada mais é do que a casca do ovo, superficial e raso.

Nem sei se devemos levar em consideração o assassinato da nossa, e de tantas outras línguas com esse dialeto cibernético, o fato é que encontramos finalmente o lugar para reunir toda a nossa idiotice, protegidos atrás das telas de computador, que nos oferecem blogs estúpidos, pedofilia e acesso a filmes e música que nunca deveriam ter sido compostos.

É estranho quando você se sente um ogro analógico nesse novo mundo digital.

Eu prefiro a época em que "c q sab" era, no máximo, nome de motel de beira de estrada.

--

- ASL.
- Q?
- ISC.
- Hum?
- Deixa pra lá...
- Não quer mais tc?
- N.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sobre a menina que evaporou

Um dia houve essa garota.

Não se pode dizer que era um parto, afinal ela era apenas o fruto de uma união desastrosa. Ela era um pequeno pedaço de desgraça, que por força das circunstâncias, acabara por aqui.
Tamanha era sua insignificância, que sendo apenas mais uma de uma longa linhagem, que mais parecia uma ninhada de coelhos, ficava sempre pelos cantos, implorando a atenção de alguém, mas recebendo apenas a indiferença. E amigos, dizem que a indiferença mata.

Um dia chorou. Em meio a porcos e galinhas que corriam loucamente pelo quintal de terra. Chorou e não gostou. Resolveu mudar.

A partir de agora, não mais choraria. Iria fazer todos os que chegassem perto sofrer. Seu papel agora era de executora da sanidade. Ela esmagava corações e assassinava a razão.
É necessário dar o crédito à senhorita, era muito boa no que fazia. Dois olhos negros numa face pálida, que eram capazes de destruir qualquer um, inclusive a ela mesma, quando, eventualmente, tinha a audácia de olhar-se no espelho.

Sabia mentir, mas nunca fora convincente, especialmente com ela própria. Era uma dessas hipócritas muito mal sucedidas, que usava uma máscara para o mundo, mas era incapaz de olhar nos olhos. Todos os demônios que tinha dentro da cabeça eram apenas dela, nunca deixaria que alguém sequer se aproximasse. Entendia intimidade como risco, portanto se escondia em subterfúgios de suas próprias mentiras. Era uma cobra que havia engolido o próprio rabo, havia se enclausurado dentro dela mesma.

Convenhamos caro leitor, é muito fácil de se afeiçoar por alguém assim. Essas pessoas costumam ter um tipo de carisma meio mórbido, mas eficiente, sempre. Eles brilham de uma forma diferente, pois talvez esteja sugando a nossa luz, para depois nos abandonar feito imensos buracos negros, que sugam toda a vida em seu redor mas não voltam a produzir luz.
Ela era isso, um supermassive black hole. Se você é um fã de Muse, sabe do que estou falando.
Todos diante dela eram tolos, e ela não era capaz de sequer os libertar.

A incerteza sobre seu futuro sempre a fez pensar em fugir, ainda que fosse para dentro de sua prórpia cabeça, e lá ela se escondia. Percebe o perigo extremo dessa pessoa? Intenções travestidas em pequenos detalhes, tudo arquitetando a grande destruição, que mais cedo ou mais tarde, ela iria promover publicamente.

Um dia desapareceu. Ninguém sabe para onde foi, se seu buraco negro de luz havia sugado a si mesmo. Para os que ficaram, sobrou um misto de saudade e alívio.

Adeus moça, não se pode dizer que foi um prazer, nem o pior dos pesadelos.

--

- Não acredito em uma palavra que sai da sua boca.
- Eu sei, por isso digo apenas mentiras.
- Deus do céu Fernando! Como pode...
- Ainda tem café ali na caneca?

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Sobre outubro (pt. II, O Resgate)

Há dias em que parecemos um morador de palafitas, rezamos para a maré não subir.

E ela sobe, como os meses que chegam. Outubro chegou, e com ele, todo o caos.
Há um ano eu temo a chegada desse mês, mas tal qual a maré, ele fez pouco caso da minha existência, do meu sofrimento.

Depois de um ano, depois de ver o meu jardim secar e morrer, tudo continua igual, ou pior.
O curioso é a forma como as circunstâncias tendem a se repetir. Outro, no meu lugar, iria apelar para uma resposta metafísica, mas eu nao me dou ao luxo da ilusão.

Padrões se repetem, situações voltam, feridas teimam em não cicatrizar.


Puta mês estranho.

--
- Espero que não me ache estúpida.
- Eu jamais pensaria nisso.
- Ok, vamos?
- Pensando bem...surgiu um compromisso.
- Oh...