domingo, 28 de dezembro de 2008

Sobre conversas e distrações

Ok, o título é uma piadinha besta.

Eu só queria dizer uma coisa, antes que ela me escape: eu gostaria de conversar com todas as pessoas do mundo nos próximos anos.
Sério, se você passar por mim na rua, cobre um café, eu pago!

Conversar é bom!

sábado, 27 de dezembro de 2008

Saldo

Quero ficar algumas semanas sem postar nada, e como não tenho nada interessante pra falar, vou falar do ano que passou.

Não foi lá aquelas coisas em diversos aspectos. Em primeiro lugar, minha vida como capista está quase extinta. A indústria tá mudando e não tenho certeza se estou acompanhando.
Espero que o vinil volte, como parece ser o que vai acontecer. Chega de CDs e encartes minúsculos.
Comprem vitrolas.

Mesmo diante dessa aparente crise, me encontrei profissionalmente, e isso deve significar algo.
E talvez eu só tenha me encontrado por que encontrei pessoas fantásticas, ou ainda, por que bani da minha vida alguns relacionamentos de merda.
Talvez o saldo positivo desse ano se deva às pessoas. Conheci muita gente fantástica em 2008.
Não seria justo citar alguns, então não cito nenhum, vocês sabem quem são.

Musicalmente foi o ano que mais me fez ouvir doom, e também foi o ano que me fez dar uma pausa do doom (?).
Eu tô setentista, mesmo ouvindo bandas que não-são-da-década-de-70-mas-soam-como-se-fossem, eu tô setentista! Não que o barulho me incomode, mas a viagem tá valendo mais que o peso nos dias de hoje, isso na minha balança.

Enfim, sem muita babação de ovo, espero que o futuro reserve alguns cafés com cigarros para nós, juntos.

A gente se esbarra por aí.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sobre as vésperas

Odeio vésperas.


Todos esses prelúdios são entediantes. Prelúdios são chatos.
Cria-se toda uma expectativa de merda para se viver um maldito dia, como qualquer outro.
Muito tedioso isso, um tédio que vira rotina.
Já reparou como parece que estamos em dezembro há 12 semanas?

Só quero um ano novinho pra eu gastar.
Essa época das ditas festas me cansa de verdade.

--
- Wilson, meu caro! Como está seu pai, sarou da dengue?
- Ele morreu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sobre os indecifráveis timbres

Sou um fã de timbres.

Eu acredito que todo objeto é digno de som. Assim como as pessoas.
Algumas com menos brilho, outras mais explosivas, mas todas com seus indecifráveis e inconfundíveis timbres.

Timbres dão tremedeira, espasmos, fodem a cabeça.
Depois passam, bons como quando chegaram.
Até lá a gente escuta, de ouvido aberto e cu fechado.

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- Explica pra ele Lúcia, eu tava ajeitando o teu ombro que deslocou.
- É verdade doutor...
- Não sou doutor, e isso não é motel, devia levar vocês em cana. Sumam daqui seus tarados!
- Deus lhe abençoe!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

ps.

a caneta é um alívio.

Sobre minha ambições

Eu quero pouco. Parece papo de viadinho, mas eu quero pouco.

No momento eu quero barba e voz.
Cantar peludão, feito um urso.
O resto eu tenho.
Fartura.

--
-Oi.
- Ah, sai da minha frente!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Sobre o dentro e o fora

Ontem eu vi "What the bleep do we know", e uma dúvida fodeu minha cabeça:
- quando foi que deixamos o exterior ser mais importante que o interior?

Deixando de lado qualquer tipo de teoria ou possibilidade que a física quântica abrange, mas pensando mesmo como egoístas que somos. Nós somos o centro do universo, e ele só existe pois estamos aqui como observadores.
Sem um observador o que é um objeto?
Como calcular a existência de algo sem que seja permeado pela minha própria experiência em relação a essa coisa?

Me parece que não apenas a sociedade moderna, mas toda a história da humanidade, foi baseada no exterior, seja no campo das idéias que não nos pertencem, ou simplesmente das coisas como parecem ser. O lado de fora, metafísico ou não, sempre prevaleceu sobre nós.
Confesso que sempre desconfiei que o mundo fosse um reflexo daquilo que eu presencio, e duvido que ele seja sequer parecido com o mundo que você sente.

A reflexão sobre o que somos, ou ainda, o que o mundo é, só pode partir de nós. Absorvemos conhecimentos dos quais nem temos certeza da veracidade, e não os questionamos.
Condicionamento? Preguiça? Medo?

Eu não sei, mas acho que está errado, tudo errado.
E não vai ser em meia dúzia de linhas que eu vou fazer certo, mas é algo a ser pensado.
Pensado por você.

--

- Não quero mais você Bianca.
- Como assim?
- Assim mesmo. Adeus
- Gilberto...
- Tô brincando, me beija, sua louca!