Ontem eu vi "What the bleep do we know", e uma dúvida fodeu minha cabeça:
- quando foi que deixamos o exterior ser mais importante que o interior?
Deixando de lado qualquer tipo de teoria ou possibilidade que a física quântica abrange, mas pensando mesmo como egoístas que somos. Nós somos o centro do universo, e ele só existe pois estamos aqui como observadores.
Sem um observador o que é um objeto?
Como calcular a existência de algo sem que seja permeado pela minha própria experiência em relação a essa coisa?
Me parece que não apenas a sociedade moderna, mas toda a história da humanidade, foi baseada no exterior, seja no campo das idéias que não nos pertencem, ou simplesmente das coisas como parecem ser. O lado de fora, metafísico ou não, sempre prevaleceu sobre nós.
Confesso que sempre desconfiei que o mundo fosse um reflexo daquilo que eu presencio, e duvido que ele seja sequer parecido com o mundo que você sente.
A reflexão sobre o que somos, ou ainda, o que o mundo é, só pode partir de nós. Absorvemos conhecimentos dos quais nem temos certeza da veracidade, e não os questionamos.
Condicionamento? Preguiça? Medo?
Eu não sei, mas acho que está errado, tudo errado.
E não vai ser em meia dúzia de linhas que eu vou fazer certo, mas é algo a ser pensado.
Pensado por você.
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- Não quero mais você Bianca.
- Como assim?
- Assim mesmo. Adeus
- Gilberto...
- Tô brincando, me beija, sua louca!