Eu entendo o Metalcore. Entendo essa confluência de coisas pesadas que acabaram resultando na existência desse estilo que parece agradar muito aos emos jovens de cabelos modernos.
Agrada um pouco a mim.
Só tem uma coisa que me irrita muito nessa história toda, que é essa presença cada vez maior de bandas assumidamente cristãs nesse cenário. E eu não dou a mínima para essa discussão religiosa. Eu até gosto da ficção da Bíblia, mas prefiro Frank Herbert.
Deixa eu contar um segredo, que algumas pessoas insistem em ignorar:
Existe um motivo simples, que explica por que religião e música pesada não combinam: seja lá nos primórdios das worksongs, ou posteriormente com os hippies, até chegar nas manifestações mais contemporâneas e radicais, a música que se convencionou chamar de rock, e depois foi se modificando até chegar no metalcore ou além, é essencialmente uma música que questiona, se opõe ao poder vigente, às contradições e a podridão desse poder, seja ele qual for.
Existe um braço religioso responsável por parte do surgimento do rock? Claro! Muito músicos se criaram dentro das igrejas prostestantes, com seus cultos fervorosos, coisa que acontece até hoje, dê uma olhada no monstro que toca bateria no The Mars Volta, Thomas Pridgen. Saiu da igreja.
Não há problema nisso, afinal acaba simbolizando uma espécie de blasfêmia, que sai da casa de Deus para abraçar os braços do Diabo. É como o Marduk, umahorda banda sueca de black metal, que usa o nome de um deus, simplesmente pelo efeito sedutor da blasfêmia.
Agora, o contrário é no mínimo contraditório. Nem to falando do Glenn Benton, que para muitos parece um idiota, mas para mim parace um tio muito do tranquilo que finalmente se livrou de uma estupidez que parecia crônica. Meu irmão me contou que em um dos shows recentes do Deicide no Brasil, ele até tocou Ac/Dc entre as músicas. Tá, é estranho, mas não quero falar disso. Boa sorte pra ti Benton!
O que me fode a cara são esses moleques do metalcore, que têm influência de Slayer até os ossos, mas abre a boca pra falar de JC. Olha, existem lugares para se conversar determinados assuntos, você precisa respeitar teu público afinal.
Eu admito que o Slayer é apenas uma figura simbólica, o que mostra que os membros não são meros idiotas, mas percebem o poder da idéia, não da conduta pessoal propriamente dita. Quem viu o Tom Araya falando que escolheu "God Hate Us All para o título, pois soa bem" sabe do que eu estou falando.
Mas o fato de ser só a casca faz com que as reflexões que você teve ouvindo The Antichrist sejam menos poderosas? Claro que não, e nem vamos falar dos músicos, pois Slayer é antidesportivo.
A palavra é contestação. A música pesada é o antro da contestação, pois praticamente tudo o que há de errado já esteve retratado em belíssimos discos. Desde discussões sobre drogas até questões políticas, a música pesada sempre representou a voz de alguns poucos que tiveram a coragem para gritar.
Jesus no meio disso é feio, assim como é feio Jesus sentando aos poucos no plantalto, ocupando cadeiras com um exército de zumbis como guarda costas e financiadores. Eu acho que Jesus tem que fica no lugar dele, lá naquelas página de ficção.
Eu gosto da contradição, mas não assim. Quer ver como sempre dá pra melhorar as coisas?
Uma das bandas mais legais de metalcore que já ouvi se chama Lamb of God.
É disso que eu estou falando.
--
- Você mentiu para mim. Disse que nunca ia mentir.
- ...
- Era mentira também?
- Sim.
Agrada um pouco a mim.
Só tem uma coisa que me irrita muito nessa história toda, que é essa presença cada vez maior de bandas assumidamente cristãs nesse cenário. E eu não dou a mínima para essa discussão religiosa. Eu até gosto da ficção da Bíblia, mas prefiro Frank Herbert.
Deixa eu contar um segredo, que algumas pessoas insistem em ignorar:
Existe um motivo simples, que explica por que religião e música pesada não combinam: seja lá nos primórdios das worksongs, ou posteriormente com os hippies, até chegar nas manifestações mais contemporâneas e radicais, a música que se convencionou chamar de rock, e depois foi se modificando até chegar no metalcore ou além, é essencialmente uma música que questiona, se opõe ao poder vigente, às contradições e a podridão desse poder, seja ele qual for.
Existe um braço religioso responsável por parte do surgimento do rock? Claro! Muito músicos se criaram dentro das igrejas prostestantes, com seus cultos fervorosos, coisa que acontece até hoje, dê uma olhada no monstro que toca bateria no The Mars Volta, Thomas Pridgen. Saiu da igreja.
Não há problema nisso, afinal acaba simbolizando uma espécie de blasfêmia, que sai da casa de Deus para abraçar os braços do Diabo. É como o Marduk, uma
Agora, o contrário é no mínimo contraditório. Nem to falando do Glenn Benton, que para muitos parece um idiota, mas para mim parace um tio muito do tranquilo que finalmente se livrou de uma estupidez que parecia crônica. Meu irmão me contou que em um dos shows recentes do Deicide no Brasil, ele até tocou Ac/Dc entre as músicas. Tá, é estranho, mas não quero falar disso. Boa sorte pra ti Benton!
O que me fode a cara são esses moleques do metalcore, que têm influência de Slayer até os ossos, mas abre a boca pra falar de JC. Olha, existem lugares para se conversar determinados assuntos, você precisa respeitar teu público afinal.
Eu admito que o Slayer é apenas uma figura simbólica, o que mostra que os membros não são meros idiotas, mas percebem o poder da idéia, não da conduta pessoal propriamente dita. Quem viu o Tom Araya falando que escolheu "God Hate Us All para o título, pois soa bem" sabe do que eu estou falando.
Mas o fato de ser só a casca faz com que as reflexões que você teve ouvindo The Antichrist sejam menos poderosas? Claro que não, e nem vamos falar dos músicos, pois Slayer é antidesportivo.
A palavra é contestação. A música pesada é o antro da contestação, pois praticamente tudo o que há de errado já esteve retratado em belíssimos discos. Desde discussões sobre drogas até questões políticas, a música pesada sempre representou a voz de alguns poucos que tiveram a coragem para gritar.
Jesus no meio disso é feio, assim como é feio Jesus sentando aos poucos no plantalto, ocupando cadeiras com um exército de zumbis como guarda costas e financiadores. Eu acho que Jesus tem que fica no lugar dele, lá naquelas página de ficção.
Eu gosto da contradição, mas não assim. Quer ver como sempre dá pra melhorar as coisas?
Uma das bandas mais legais de metalcore que já ouvi se chama Lamb of God.
É disso que eu estou falando.
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- Você mentiu para mim. Disse que nunca ia mentir.
- ...
- Era mentira também?
- Sim.

4 bitucas:
...e viva o Wall of Death!
Muito foda.
E claro, o uso de [s]viadagens[/s] subscribes foi bem legal.
não gosto de metalcore, fato.
Hehehe,adorei o "JC" ¬¬
Concordo bastante que algumas [c]quase todas[/s]bandas de Metalcore têm letras aboioladas.Salvam-se poucas como o Lamb Of God,por exemplo.
LOG,que à propósito está cotado pra abrir pro Metallica no Brasil em outubro.(Segundo boatos...mas quem confia neles?)
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