segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre a vaidade refletida

Eu acho muito estranho um sentimento que tenho, parece não fazer muito sentido, mas é assim. Eu sinto uma empatia absurda pelos índios brasileiros. Sempre que vejo as pessoas falando em música brasileira, vejo muito mais raízes africanas do que brasileiras de verdade.

Cultura brasileira é cultura indígena.
Minha família é uma salada, do lado materno o péssimo humor e a cabeça dura de alemão, do lado paterno a breguice portuguesa com a euforia italiana. E justo nos índios eu sinto meu passado?
Acabei descobrindo que um Penedo português se enganchou com uma índia em pernambuco. Bom, neonazi já não da mais pra ser. A menos que seja um neotupi, buscando o retorno da sociedade livre na mata brasileira. A gente poderia usar arpões. Interessados mandar um email.

Eu invejo a antiga sociedade indígena de uma forma absurda, mas o que realmente me quebra as pernas é a forma como eles lidavam com a vaidade.

Perceba a cagada da maioria: acabam confundindo a falta de vaidade caucasiana com falta de apreço estético, e seus artefatos estão aí pra provar o contrário. Eles gostavam da beleza, assim como nós, porém o avanço deles estava no ponto de vista em relação ao natural.
Quem cresce em meio a natureza percebe a mudança das coisas. Uma árvore centenária é linda, porém enrugada e com uma forma sofrida. As pessoas também. Vamos envergando né?

Quando o primeiro português nos deu um espelho, nós ficamos doentes.

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- Pai, o que é esse 4 e esse "o" no poste?
- Não é "o", é um zero. Quarenta. O máximo que a gente pode correr nessa rua.
- Ah... mas e se não der pra correr tudo isso pai?
- A gente aperta a buzina.

3 bitucas:

van delgado disse...

Existe um especime indigena que personifica perfeitamente o teu conceito de beleza.

Juliane Luíza Fernandes disse...

Crendios. Tenho horror à índio.

Mara Vanessa disse...

Eu sinto da mesma forma. Seja por questão de traços culturais e hereditários, ou por pura admiração à cultura indígena.