quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre filtros brancos

Passei dois dias fumando "lights".

Cigarrinho de filho da puta do caralho!
Como se diz por ae: o que é um graveto pra que já tem uma maldita tora no rabo?
Nem sempre a mudança é bem vinda.


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- Tem Marlboro vermelho?
- Só o lights.
- Enfia no cu sua vaca, tá surda?

terça-feira, 24 de março de 2009

Sobre braços torcidos

Uma coisa que eu demorei para começar a apreciar, sei lá o porquê, foi morder a língua.

Não sei se eu estou menos arrogante, não me parece, mas enfim, eu to gostando de ver as coisas uma vez mais, tirar uma segunda conclusão, mesmo de temas que eu já pensava ter convicções tão fortes. Não, Deus não entra nessa conta.

Até bem pouco tempo eu sentia um prazer estúpido em bater no peito e dizer "eu penso assim mesmo e fodam-se vocês".
Hoje em dia nem ligo.


Não retiro nada do que disse, mas sempre há lugar pra algum adendo.

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- Você não gosta de pegar na mão?
- Gosto. Mas não na tua.

domingo, 22 de março de 2009

Sobre o Metalcore e Jesus

Eu entendo o Metalcore. Entendo essa confluência de coisas pesadas que acabaram resultando na existência desse estilo que parece agradar muito aos emos jovens de cabelos modernos.
Agrada um pouco a mim.

Só tem uma coisa que me irrita muito nessa história toda, que é essa presença cada vez maior de bandas assumidamente cristãs nesse cenário. E eu não dou a mínima para essa discussão religiosa. Eu até gosto da ficção da Bíblia, mas prefiro Frank Herbert.

Deixa eu contar um segredo, que algumas pessoas insistem em ignorar:
Existe um motivo simples, que explica por que religião e música pesada não combinam: seja lá nos primórdios das worksongs, ou posteriormente com os hippies, até chegar nas manifestações mais contemporâneas e radicais, a música que se convencionou chamar de rock, e depois foi se modificando até chegar no metalcore ou além, é essencialmente uma música que questiona, se opõe ao poder vigente, às contradições e a podridão desse poder, seja ele qual for.
Existe um braço religioso responsável por parte do surgimento do rock? Claro! Muito músicos se criaram dentro das igrejas prostestantes, com seus cultos fervorosos, coisa que acontece até hoje, dê uma olhada no monstro que toca bateria no The Mars Volta, Thomas Pridgen. Saiu da igreja.
Não há problema nisso, afinal acaba simbolizando uma espécie de blasfêmia, que sai da casa de Deus para abraçar os braços do Diabo. É como o Marduk, uma horda banda sueca de black metal, que usa o nome de um deus, simplesmente pelo efeito sedutor da blasfêmia.

Agora, o contrário é no mínimo contraditório. Nem to falando do Glenn Benton, que para muitos parece um idiota, mas para mim parace um tio muito do tranquilo que finalmente se livrou de uma estupidez que parecia crônica. Meu irmão me contou que em um dos shows recentes do Deicide no Brasil, ele até tocou Ac/Dc entre as músicas. Tá, é estranho, mas não quero falar disso. Boa sorte pra ti Benton!

O que me fode a cara são esses moleques do metalcore, que têm influência de Slayer até os ossos, mas abre a boca pra falar de JC. Olha, existem lugares para se conversar determinados assuntos, você precisa respeitar teu público afinal.
Eu admito que o Slayer é apenas uma figura simbólica, o que mostra que os membros não são meros idiotas, mas percebem o poder da idéia, não da conduta pessoal propriamente dita. Quem viu o Tom Araya falando que escolheu "God Hate Us All para o título, pois soa bem" sabe do que eu estou falando.
Mas o fato de ser só a casca faz com que as reflexões que você teve ouvindo The Antichrist sejam menos poderosas? Claro que não, e nem vamos falar dos músicos, pois Slayer é antidesportivo.

A palavra é contestação. A música pesada é o antro da contestação, pois praticamente tudo o que há de errado já esteve retratado em belíssimos discos. Desde discussões sobre drogas até questões políticas, a música pesada sempre representou a voz de alguns poucos que tiveram a coragem para gritar.
Jesus no meio disso é feio, assim como é feio Jesus sentando aos poucos no plantalto, ocupando cadeiras com um exército de zumbis como guarda costas e financiadores. Eu acho que Jesus tem que fica no lugar dele, lá naquelas página de ficção.

Eu gosto da contradição, mas não assim. Quer ver como sempre dá pra melhorar as coisas?
Uma das bandas mais legais de metalcore que já ouvi se chama Lamb of God.

É disso que eu estou falando.

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- Você mentiu para mim. Disse que nunca ia mentir.
- ...
- Era mentira também?
- Sim.

sábado, 21 de março de 2009

Sobre meu filho

Ele me fodea cabeça.

- Curte esse som aqui.
- É Black Sabbath pai?
- Uhum.
- Ah, eu adoro o Black Sabbath.
- É mesmo? (olhinho brilhando)
- Sim, mas minha mãe não gosta muito.
- Ah, ela deve ter as razões dela.
- Como chama esse titio ali?
- Ozzy.
- Ah, ele foi aquele que comeu o morcego né?
- Isso.
- Eu adoro o Ozzy.
- Que bom.
- Põe Iron Man?
- Awn.




Sou babão mesmo.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sobre os cabrestos

Engraçado, a gente sonha com liberdade de comunicação, mas veste uns cabrestinhos de jegue.

Um amigo me disse que no twitter você podia acompanhar posts de algumas agências, ou vagas de emprego. Morto de fome que eu estou, me cadastrei, adicionei alguns amigos, achei algumas pessoas interessantes, enfim, até gostei. Divertido você ter que esmagar tuas idéias em 140 caracteres.

Quando você pensa que algo mudou, é quando tuas pernas quebram.


Quando estudei jornalismo fiquei fascinado pela teoria do agendamento temático, pois ela soa sempre tão catastrófica e fatal que parece mentira.
Mas não é.
O twitter é um bom exemplo para se perceber como o usuário de internet é estúpido. No twitter a maioria das pessoas são cegas, e carregam placas com informações estúpidas penduradas em seus pescoços, um rebanho de gente que mal consegue decidir o que consumir, e ainda dividem essa dúvida contigo. Mas o legal da ferramenta tá nisso, você acompanha só o que quiser.
Qualquer fofoca, rumor ou fato, se alastra como uma praga nessa rede, o que prova que o agenda setting não é assim tão catastrófico. O mundo é que é uma merda mesmo, cheio de gente que acredita fazer parte de alguma vanguarda, que mais me parece a vanguarda da imbecilidade humana diante da máquina. Será que estamos perto de um Jihad Bluteriano?
É incrível a falta de capacidade da maioria das pessoas em simplesmente filtrar o que lhes convém. Aceitam qualquer porcaria que se diz, e o pior, passam para frente.
A total impotência do humano médio diante das supostas verdades absolutas dos meios de comunicação é algo que beira o desespero.
O mais assustador é que no caso do nosso jihad, seriam as pessoas os alvos, não as máquinas.
A cada dia que passa eu gosto menos do mundo. Apesar de ainda achar o twitter uma boa ferramenta.

Filtros, filtros senhores.

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- Puta desgraçada você.
- Quê?
- Vaca maldita.
- ...
- Eu ainda te mato e queimo teu corpo, diaba!
- Quem tá falando?

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sobre o Paraná

Ah, sabe o que eu adoro? Eu sempre começo os posts odiando, hoje vou improvisar.

Eu adoro a Régis Bittencourt depois que você passa por Cajati. Seus pulmões percebem alguma coisa diferente. Imagine aquele peixe, vítima do humano sádico, tirado do seu habitat via ganchos na boca, jogado num ambiente onde não é capaz de respirar.
Imagine esse peixe de novo na água.
É disso que eu estou falando.

Naquele ponto o ar é diferente, você fica diferente.
Há araucárias e eu adoro araucárias.

O Glorioso Estado do Paraná faz falta.
Mas eu volto.
Adoro.

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- Empresta o bingo?
- Ae mano, você falou do bingo da minha mina?
- Quê?

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sobre os cumprimentos

Não seus malditos pervertidos, onanistas virtuais, não! Cumprimento, não comprimento.

Quem não gosta de ridicularizar os amigos? Seu colega cai no meio da rua, ele está bem, não será atropelado, a vida dele já não corre mais risco. Você disfaça o riso? Nem eu!

Adoro deixar meus amigos constrangidos. Sempre achei curiosa essa relação de ridículo com humor, é bom ver alguém se fodendo. Feio isso.
Enfim, um dia eu devo ter tomado uns copinhos a mais daquele ponche e decidi que iria sair cumprimentando a todos, foi um "boa noite" pra todo lado. Ri muito.
Descobri que além dos meus amigos, as pessoas também ficavam constrangidas. Então, agora são, continuei a fazer isso, bom dia, boa tarde, boa noite.

Minha cara caiu.

As pessoas aparentam um desconforto, daqueles que se tem quando se escuta uma cantada nojeta direcionada pra ti, ou quando alguém simplesmente chama você de filho de uma cadela imunda.
Parecia que eu estava ofendendo a todos. Cheguei a receber um "boa tarde só se for pra você, seu babaca!".

Em alguns momentos eu não gosto muito do mundo em que vivemos.



Mas eu vou tentar mais um pouco, então se a gente se trombar na rua e eu te cumprimentar, desculpa.

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(por incrível que pareça, na ginecologista)*

- Ela sente o quê?
- ELE sente dores de cabeça, insuportáveis.
- Quanto anos ela tem mesmo?
- ELE tem 15.

*só quando eu tirei a camiseta a velha percebeu que era só o cabelo comprido.
Minha mãe não fazia ideia. Traquinagens do livrinho do convênio médico.

Sobre a vaidade refletida

Eu acho muito estranho um sentimento que tenho, parece não fazer muito sentido, mas é assim. Eu sinto uma empatia absurda pelos índios brasileiros. Sempre que vejo as pessoas falando em música brasileira, vejo muito mais raízes africanas do que brasileiras de verdade.

Cultura brasileira é cultura indígena.
Minha família é uma salada, do lado materno o péssimo humor e a cabeça dura de alemão, do lado paterno a breguice portuguesa com a euforia italiana. E justo nos índios eu sinto meu passado?
Acabei descobrindo que um Penedo português se enganchou com uma índia em pernambuco. Bom, neonazi já não da mais pra ser. A menos que seja um neotupi, buscando o retorno da sociedade livre na mata brasileira. A gente poderia usar arpões. Interessados mandar um email.

Eu invejo a antiga sociedade indígena de uma forma absurda, mas o que realmente me quebra as pernas é a forma como eles lidavam com a vaidade.

Perceba a cagada da maioria: acabam confundindo a falta de vaidade caucasiana com falta de apreço estético, e seus artefatos estão aí pra provar o contrário. Eles gostavam da beleza, assim como nós, porém o avanço deles estava no ponto de vista em relação ao natural.
Quem cresce em meio a natureza percebe a mudança das coisas. Uma árvore centenária é linda, porém enrugada e com uma forma sofrida. As pessoas também. Vamos envergando né?

Quando o primeiro português nos deu um espelho, nós ficamos doentes.

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- Pai, o que é esse 4 e esse "o" no poste?
- Não é "o", é um zero. Quarenta. O máximo que a gente pode correr nessa rua.
- Ah... mas e se não der pra correr tudo isso pai?
- A gente aperta a buzina.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sobre os 60's e 70's

Ontem eu conversava com o Uther, sobre como nós dois seguimos uma escala que achávamos muito natural na música.

Passamos rapidamente pelas distantes décadas de 60 e 70, balançamos a cabeça com os anos 80 e, por sorte, gostamos de metal extremo, então os anos 90 foram uma maravilha. Dava uma impressão que já tava tudo certo, apesar de sentir como se fosse namoro velho, que você sabe que falta algo, mas nem tem saco pra tentar achar.

Pois nós achamos!
Talvez entre 67 e 73 os maiores discos da história tenham sido lançados. Só que você tá muito mais preocupado com o disco novo do Arctic Monkeys pra ouvir o vermelho do Grand Funk Railroad.
Tá tudo errado. Nem vou citar nomes.

Não sei bem o que justifica aquela música, mas é diferente. Não sei se o abuso do ácido naquela época, ou a simples mentalidade de paz dos músicos da geração, mas é impressionante você abrir uma caixa velha e descobrir que ela está cheia de coisas novas.
As pessoas pareciam mais livres, ou pelo menos a música delas soava assim. Os 80's marcaram uma coisa reta na música pesada. Não é a toa que os negros desapareceram da música pesada, salvo raríssimas exceções. E não é papo de segregação, bem pelo contrário, mas quem afirmar que a origem negra não influencia na forma de fazer música tá sendo um puta hipócrita.
Talvez o problema da sociedade seja bem esse, não assumir que somos diferentes.
Somos diferentes porra, determinados povos fazem determinadas coisas de forma diferente. Mas isso é ótimo, adoro a diversidade. É muito interessante perceber como um estilo que se originou do blues foi se tornando algo sem forma e paixão, tão diferente das suas raízes.
Ficou tudo reto, tudo chato na música. Quem queria alguma coisa mais livre, mais pirada, precisou achar outro lugar, pois essa música de revolta virou casa de músicos super técnicos, mas de um vazio sem igual.

O futuro da música está no passado.

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- Quando eu te vejo sinto uma coisa no estômago.
- Borboletas amor?
- Há! Já se olhou no espelho capeta?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Sobre a broa de milho

Tirado de 'Mississipi Kid' do Skynyrd:

'Cause she was raised up on that cornbread
And I know she's gonna give me some.

É bem disso que eu estou falando.
Broa de milho.

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- O próximo.
- Oi, bom dia. Eu vim desbloque...
- É a outra fila.
- Puta desgraçada! Aquela filona?
- Isso. Próximo.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sobre os blogs

Tudo vira blog, isso é uma maldição.

O site legal, com conteúdo coletivo, o site da tua banda favorita, daquela revista que era legal. Virou tudo blog.
To de saco cheio de blog.

Tudo conteúdo chupado, tudo feito só pra olhar.
Feio.

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- Oi, entra no meu blog.
- Ah, vai tomar bem no olho do seu cu.

Sobre a breguice

E quando aquelas frases ridículas, de para-choque de caminhão , fazem todo o sentido do mundo?
Piegas mesmo.






Fodam-se as amarras, eu tenho uma tesoura.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Retratos: Alcides

Alcides nunca gostou muito da vida, também pudera, com um nome desses.

O que realmente chateava Alcides, ou "Cide", era a segunda-feira.
Nunca entendeu realmente o porquê da melancolia e do pessimismo que sentia nesse dia específico da semana.
Toda segunda Cide chorava no banheiro do trabalho. Um homem gordo e barbudo que se desmanchava quando ninguém estava olhando.
Depois lavava o rosto e encarava o resto da semana que não prometia muito.

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- Ah, esses teus olhos cor de mel...
- E desde quando mel é verde?
- Quer trepar?
- Quero.

sábado, 7 de março de 2009

Sobre as tentativas

E quando o seu melhor não é bom o suficiente?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre uma parte de mim

Eu sou um maldito moralista filho da puta, que prefere se foder a quebrar determinadas formalidades. Maldição, como isso veio parar aqui?

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sobre as escolhas

Um dia eu falei para mim mesmo: ignorarei o html.
Enquanto um bando de amigos se divertia no bloco de notas, eu tava mais afim de tirar fotografias.

Pois é, tomei bem no meio do meu rabo!

É frustrante não dominar uma linguagem que parece tão simples, e não me refiro simplesmente a html. CSS pra mim é uma coisa bonita, entendo o funcionamento básico, mas não sei pensar uma merda daquelas. E não tenho a mínima vontade de aprender, nunca vi nada tão entediante.
Parece que estou aprendendo a andar de bicicleta com 73 anos. Não, se eu quebrar uma perna num tombo nem calcifica mais. E ainda é chato, fodam-se as bicicletas.

E essa porra de plataforma devia se chamar weirdpress!

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-Oi! Você pode tirar uma foto nossa aqui na frente do chafariz? Viemos lá de Olinda pra conhecer a cidade.
- Não.