quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre a estagnação do Metal

O metal anda fraco das pernas?

Não sei, só sei que eu percebo algo muito nojento, não necessariamente no metal, mas em quase todo estilo de música pesada: não se cria, apenas se reproduz.

Se você observar a trajetória da maioria das bandas interessantes, vai perceber que seu som é o resultado não apenas das influências músicais, mas de uma vontade em fazer algo diferente, mesmo que não seja completamente novo.
Desde a década de 80 boa parte das bandas parece mais interessada em reproduzir, de forma tr00, o que ouvia. Se você ouve Thrash, toca Thrash.
Será que é por ai?

Enquanto o headbanger tiver a postura de preconceituoso que é, não se pode esperar muito das bandas de metal como um estilo, mas apenas depender da visão de uma meia dúzia que consegue tirar os cabrestos e beber de fontes um pouco mais variadas.

Entediante isso.

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- Não amor, não era eu, eu tava em casa dormindo.
- Jura?

domingo, 19 de julho de 2009

Sobre a opinião dos outros

Sabe o que eu penso de resenhas? Resenhas são uma estupidez.

Ninguém deve tentar interferir na relação do artista com o observador. O artista doa, o observador recebe e processa. É isso.
Tentar interferir nesse processo, dizendo de que forma alguém deve interpretar algo que é tão pessoal, é no mínimo indecente, pena que faça parte da nossa cultura.
Eu acho que podemos dar sugestões, pérolas que não devem passar despercebidas.

A última que caiu no meu colo, graças ao Uther, é o último álbum do Mastodon, Crack The Skye.
Eu simplesmente prefiro plagiar alguém muito especial e dizer que descrever esse álbum seria limitá-lo em palavras. É um divisor de águas, é pesado na medida certa, progressivo na medida certa, melódico como deveria ser. Um desses discos que não parecem ter sido compostos, eles já estavam ali, esperando ser tocados, esperando alguém dar forma.

Eu que já tinha desistido de metal. Minha cara caiu.

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- Diz pra ele Luzia.
- Ai Tonho...
- Diz que o dinheiro tá lá em casa, eu volto te buscar.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sobre minhas contradições

Adoro morder a língua.

É tão difícil passar por cima do orgulho e perceber que você está errado. Mais difícil é partir desse erro constatado e mudar quem você é.

Parece que nossa personalidade é formada pelas convicções que não temos, pelas idéias que, mesmo sabendo que são erradas, a gente sustenta até o final. Mas quando caem, a gente cai junto com elas.
Olhar uma idéia destruída, e tirar dela a essência do equívoco, é precioso. Pena que geralmente seja necessária a presença de uma outra pessoa, um outro observador pra confrontar seus pontos de vista. Pena? Não sei bem se é isso, afinal a boa companhia é aquela que muda você depois da experiência do convívio, então talvez não haja pena qualquer, só a certeza de que os paradigmas não caem facilmente quando só você os apedreja.

Quando percebemos que aquilo que pensamos ser o eu, na verdade é o nós, a perspectiva dos acontecimentos muda, e a bússula que guia nossos pensamentos parece finalmente apontar para um norte onde precisamos chegar.

Eu achei meu norte.

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- Quando você for trabalhar vou bater o pé forte, para você lembrar que estou aqui.
- É?
- Sim, pense que eu estarei aqui, rebolando só de calcinha.
- Ai, diaba.